Uma reportagem do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), publicada nos 20 anos da Lei Maria da Penha, aborda a violência que pode persistir depois da separação e da denúncia. A entrevistada, identificada pelo nome fictício Hannah para preservar sua identidade, relata perseguição, ameaças e conflitos que também atingem seus filhos.

Ela descreve dificuldades para reconhecer a violência, romper a dependência financeira e emocional e buscar apoio sem ser culpabilizada. O relato evidencia que agressões psicológicas e patrimoniais podem acompanhar ou substituir a violência física e que os efeitos alcançam a família.

A reportagem apresenta ações do TJAC de acolhimento, prevenção e trabalho com homens condenados. O texto ressalta a necessidade de cooperação entre instituições e serviços, pois a condenação, sozinha, não encerra todos os riscos e impactos vividos pelas vítimas.

Atendimento psicossocial informado na reportagem

O Centro Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais funciona no Fórum Criminal da Cidade da Justiça, em Rio Branco. O horário divulgado é de segunda a sexta-feira, das 7h às 14h. O serviço oferece atendimento psicossocial, informações e encaminhamentos à rede pública.

Outras frentes de atuação

Os grupos reflexivos buscam trabalhar comportamentos de homens condenados por violência contra mulheres. O Programa Ewa reúne ações internas do Judiciário, incluindo proteção a mulheres que trabalham na instituição e enfrentam violência doméstica.

Entenda os termos

Stalking
Perseguição repetida que ameaça ou invade a liberdade, a privacidade ou a tranquilidade de uma pessoa.